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Futebol para Deficientes Visuais

Futebol para Deficientes Visuais

De em set 22, 2016 em curiosidades | 0 comments

O futebol de cegos é baseado no futebol de salão ou futsal. São quatro jogadores na linha e um goleiro. No entanto, para que os deficientes visuais pudessem praticar o esporte com emoção, desenvoltura e segurança, muitas adaptações foram sendo desenvolvidas e implementadas com o passar dos anos.

Assim surgiu a modalidade que hoje conhecemos como futebol de 5 (ou, em inglês, o five-a-side football). Praticado em mais de trinta países nos cinco continentes, o futebol para cegos teve sua estreia nas Paralimpíadas em Atenas (2004), o que fez com que o esporte e seus atletas fossem pela primeira vez reconhecidos em seus países. A vitória do Brasil (a primeira medalha de ouro que o nosso futebol ganhou em Olimpíadas) reafirmou o papel do nosso país como potência também no futebol adaptado. Atualmente, são mais de cinquenta equipes representando a quase totalidade dos estados da federação.

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Embora não haja uma história oficial, acredita-se que a prática do futebol entre pessoas portadoras de deficiência visual tenha começado na década de 20, nos pátios das instituições especializadas. No entanto, os praticantes enfrentavam grandes dificuldades, pois as adaptações que hoje em dia conhecemos ainda não haviam sido concebidas. Apesar deste começo arcaico, o esporte demonstrou ser bastante atrativo para os cegos, em virtude principalmente de o fenômeno futebol ser algo bastante enraizado na cultura de muitos países. No início, o futebol adaptado era um grande desafio para aqueles que o praticavam. Sem o material especializado que se encontra hoje em dia, improviso era a palavra de ordem. Não importava o tamanho da bola ou o material de que era produzida, já que para esses pioneiros o importante era conseguir uma maneira de escutá-la, marcar gols e se divertir. O futebol para cegos cresceu condicionado a pouca importância que os institutos especializados destinavam ao esporte. Havia ainda o problema de o jogo ser praticado em grandes espaços abertos.

Por causa desses obstáculos – e tendo ainda em vista a preocupação com a segurança dos praticantes – optou-se pelo futebol de salão. O cenário do jogo passou a ser uma quadra que, com as devidas adaptações, trouxe mais dinamismo ao esporte, em virtude de suas dimensões reduzidas. A bola também passou por uma série de evoluções. No início, era comum que os deficientes visuais utilizassem garrafas plásticas com pedrinhas dentro, até que se percebeu que uma bola comum envolta em um saco plástico fazia barulho em seu deslocamento e permitia uma maior mobilidade dos jogadores. No entanto, esta técnica esbarrava na falta de durabilidade das sacolas. Foram feitas tentativas mais ousadas, como prender os guizos fora da bola, o quê naturalmente não deu muito certo. A bola que hoje em dia é utilizada (e que é produzida no Brasil) foi concebida na década de 80 e ainda está em processo de evolução. Em 1986, na Espanha – um dos países em que os direitos dos deficientes são mais respeitados – realizou-se o primeiro campeonato entre clubes. Levou quase uma década para que se estabelecessem competições entre seleções. Atualmente, mais de 30 países aderiram ao five a-side football, sendo que na maioria deles existem campeonatos regulares entre clubes.

No Brasil, a CBDV – Confederação Brasileira de Desportos para pessoas com deficiência visual – é responsável pela organização e realização dos torneios entre clubes. Por ano, disputam-se pelo menos duas competições de caráter oficial: os Campeonatos Regionais e os Brasileiros, da primeira e segunda divisões.

(Fonte: CBDV)

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